Saindo do armário | Papo reto e seriado

Ilustração por @ninazambiassi

Hoje tem mais história de sapatão saindo pro mundo com pipoca, brigadeiro e lencinho pra enxugar as lágrimas. Não é fácil, sabemos. Por essas e outras histórias parecidas precisamos falar sobre representatividade, que é o que tentamos fazer aqui pra que cada uma saiba que talvez do outro lado do mundo tem alguém que entende e passa por momentos muito parecidos.

PAPO RETO E SERIADO

Eu vejo minha saída do armário em dois momentos: o que em que eu entendi o que eram esses sentimentos que eu tinha por outra mulher (que transcendiam a inquietação sexual) e quando eu me permiti viver esses sentimentos e peitar o mundo lá fora com essa nossa forma de me posicionar socialmente (soy sapatã). Eu era muito sozinha pra entender o que eu estava sentindo, não convivia no vale ainda e não tinha com quem me abrir. Nesse momento o The L Word foi muito esclarecedor. Acompanhar o seriado foi o meu primeiro contato com o mundo ÉLEGBT. Depois que eu entendi isso, foi em busca do meu The Planet e comecei a viver a minha LA. Romantizei aqui no finzinho porque esse é um breve relato, mas considerando todos os perrengues e opressões malditas, com toda a certeza a injeção de coragem diária, até hoje, vem das sapatões da minha vida. Essa vivência com outras mulheres que amam mulheres é puro orgulho e pertencimento.


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